segunda-feira, 2 de março de 2015

Rejeição.

Distante me perco e imagino meus contos fantásticos.O menor espaço para Eva tem formato de mancha.Sou íntimo dela pois nasci com pele e unhas.Grande e ínfima costela.Eu com um rosário (escapulário) nas mãos,orando com os pés presos por correntes de aço (correntes malignas).

A menor distância que ela seja sempre grande para o perseguidor.No ínfimo do íntimo explícito erótico me perdi de Eva.Imagino manchas de sangue depois que ela nasceu de minha costela que outrora fora arrancada.Meus contos manchados de sangue.A pele da morena toda vermelha.As unhas dos pés que não são aparadas.O formato de lábios:coração ou morango.

A intimidade é grande (amante) que chega a ser nojenta.No espaçamento da distância o menor se perderá.Nascimento ínfimo.Íntimo de uma costela.No espaço que imagino eu não me perco de Eva.Arranco a pele da costela e faço contas para rosário com madeira.Imagino manchas nos contos de Eva.Ela sangra.A pele dos pés escamadas.Manchas labiais.Um rosário (alfarrábio) de contos.

Pequenos decoradores preferem resistir ao monótono rotineiro.Detalhes das imperfeições são examinadas em silêncio em nosso oceano.Cicatriz decora sua pele e atentamente entrega marcas aos corpos separados.Qualquer continente com sorriso nas costas tem uma constelação.Eu simplesmente tenho rugas e verrugas.

Continentes separados pelo oceano.A separação de nossos corpos.Entrego-te em silêncio o meu sorriso.Examino atentamente as suas costas.As constelações decoram o meu mundo de imperfeições.Rugas,cicatrizes,marcas,são pequenos detalhes do sofrimento.

Corpos continentais separados por um empecilho qualquer.O oceano nos separa.Nossa isso é demais.Qualquer entrega faz o seu corpo sorrir.Separo o silêncio de nossa resistência.Atentamente eu sorrio.Examino e resisto preferindo assim o silêncio.Decoro meu mundo com diversas constelações.O espelho me entrega:- Você está enrugado!Decoro com imperfeições e examino as suas cicatrizes e tatuagens.Decoração cheia de detalhes.Imperfeições da cicatriz.Pequenas imperfeições que a deixa infeliz.Pequena decoração detalhando a sua rejeição.


domingo, 1 de março de 2015

Tentativas.

Faltam tentativas porque a vaidade impede o entendimento.
Optamos por entender apenas da contradição.
Escritos de amor.Ficaremos nos sentindo grandes de tão amados que seremos.
Correspondo a despedida ficando acordado.

Grandes feitos trazem efeitos como contradições e desentendimento.
Ficaremos acordados apenas porque somos vaidosos.
Tentamos entender:- Por que tantas despedidas?
Amor correspondido não falta opção.

Em grandes acordos ficaremos enfeitiçados.
Apenas entendimento,vaidade e contradição.
Em tantas despedidas um dia despertaremos o amor.
Eu apenas tento entender a vaidade.
Escritos de despedidas de amores correspondidos.
Não entendo a falta se tenho tantas opções.
Falta correspondência e não tantas opções de coisas escritas.

Resta essa tarde estendida enquanto o papel se deteriona.
Reciclo o que escrevo e amasso de ódio as lembranças.
Aqui o coração do outro vai levar você a seguí-lo.
Escolha partir e me desfolhar onde a prisão não é capaz de me encarcerar.

Restam lembranças quando eu sigo em frente.
Numa tarde de ódio me levaram a prisão.
Até onde vamos estender esse ódio?
Aqui me desfolho me orvalho enquanto escrevo.
Escolho aqui o papel reciclado.
Reciclo meu coração e parto.

Não sigo para a prisão me leve adiante pois me tornei refugiado (fugitivo).
Tarde de lembranças só me resta ódio.
Vamos nos desfolhar em outra prisão.
Ódio estendido numa tarde de amassos.
Outra escolha e aqui eu me desfolho.
Estendo as minhas escritas enquanto amasso as antigas linhas.
Aqui se fico eu partirei pois escolhi ouvir meu coração.
Enquanto reciclo escrevo num papel timbrado.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Acolhimento.

A porta do acolhimento travou dormiu na cama de castigos
dormiu castigada porque a porta estava travada (cama de espinhos de aço)
esta maçaneta desta porta está muito enferrujada
abriram vários abrigos para velhos no centro.

Ela não dormiu na rua ela está morta
deitada na cama dos castigos (asfalto ou calçada)
o abrigo não lhe abriu as portas
- Fechem as portas há muitos velhos aqui!
A chave tanto fecha como abre não foi usada.

Este abrigo está cheio de pessoas mortas (esquizofrênicas)
ela na rua dos castigos deitou e dormiu
velhas portas e muitos abrigos
fechou-se em castigos e trancou as portas
jogou a chave fora quem não conseguiu entrar foi embora
a chave do centro tanto faz quem está do lado de fora
                              quanto do lado de dentro
sem a chave na porta interrompido o acolhimento.




Técnica poética.

O próprio fluído me en
                                  [canta
a vida é uma magia que sangra
trouxe para minha anatomia:suor
e a certeza da lágrima.

A própria vida trouxe-me certezas
sangue,fluídos,suor,orvalho e lágrimas
encanta-me a magia anatômica da métrica
                                                       [da técnica poética.

O suor é a certeza da azáfama,o cansaço das lágrimas
meu próprio sangue é a vida em fluídos
técnica suada e lágrima derramada
a magia dos fluídos e o encanto sanguíneo
o encanto anatômico e a magia dos fluídos
          (a poesia não serve para nada)

O poeta é feito de criatividade
tudo que é bom me é dado de graça
não quero a trilogia dos esforços
eu quero a biografia do vencedor
o poeta segue a mecânica de sua criação.

Eu quero seguir somente os bons poetas
todo esforço da criação é feito de recompensas
na mecânica da criatividade sou dado a trilogias
o poeta sabe de onde retirar magia.

A mecânica do esforço e a criação positiva
tudo o que é feito é dado como troféu ao poeta
o poeta se compromete em fazer sua antologia

a mecânica da criatividade é necessária na poética oficina.




terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Frenesi.

Naquele frenesi driblando os transeuntes e aplaudindo a vida.De manhã ou à tarde vai apressado pegar seu lugar no farol para ganhar os seus trocados.Debaixo de um calor infernal.Naquele asfalto escaldante de mormaço e vapor o menino faz malabares.Nos faróis de Sampa,nestes tempos de frieza humana ele equilibra sua vida financeira.

Toda tarde numa Sampa escaldante.O aplauso é alguns trocados ganhos  naquele farol.Transeuntes apressados gastando frieza.Driblando o calor com sorvete.Naquele farol o menino busca equilíbrio.Este é o ritmo frenético do cotidiano deste menino malabarista.

Naquela avenida movimentada de Sampa entre faróis escaldantes e buzinas irritantes.Todo trocado é aplaudido nesta tarde.Tanto tempo gasto naquele farol.Transeuntes dão os seus trocados e os apressados só aplaudem o espetáculo.Gasta frieza em tempos de asfalto.Um drible apressado dos transeuntes no calor.Equilíbrio no asfalto dos pés descalços nem reparo na magreza e na frieza do menino.Naquele calor driblando a fome no farol.Naquele equilíbrio o destino do menino que já tem até apelido:Do Farol.Aquele frenesi de pivete debaixo do sol.







Apagão ou censura?

Não deixo de pesquisar algumas dessas coisas que acontecem sem ter acaso.Permaneci esse fim-de-semana todinho analisando esse caso.Vários problemas ocorreram em sites de informação indisponibilizando assim suas fontes midiáticas.Logo pela manhã eu pude notar alguns sites estavam com problemas técnicos.Entre eles Correio da Manhã,Record,SIC,Visão,tiveram suas páginas afetadas.

Alguns ainda permanecem indisponíveis.Neste fim-de-semana,logo pela manhã eu pude notar esta derrocada (censura infundada) contra esses correios (peridódicos).Uma manhã de indisponibilidade e insatisfação política e pública.Nesta permanência invasiva,alguns sites estão completamente fora do ar.

As infraestruturas informativas suscitaram a minha visão de repúdio.Fontes de informação jornalística totalmente inacessíveis de uma maneira descabível.Páginas de críticas ao governo incomodaram alguém muito poderoso.O alvo das críticas,o que se julga demasiadamente afetado pelo bombardeio crítico nos últimos tempos dos santos dos últimos dias de corruptos soltos,o partideco do companheiro Lularápio,o PT.Este partido que tantos candidatos desconstruiu agora se vê em fase de desconstrução.Não vai fazer falta se beirar a extinção.

Suscintas e fortes críticas ao PT.Muitas páginas e noticiários foram afetados.Informações inacessíveis durante horas.Infraestruturas tecnológicas totalmente censuradas.Num país democrático censura é uma coisa absurda ela só pode partir de uma cabeça antiga que quer instalar o comunismo e a ditadura.

As críticas tem doído no corpo surrado dos petistas.Pressinto uma forte previsão de impeachment para essa administração medíocre.Por cumprirem acordos duvidosos com extraterrenos perdeu a sua credibilidade.A exemplo de que operadoras piratas castigam seus clientes com esses apagões surreais.Mal gozam de 24 Mpbs esses informantes terroristas do PT vão vasculhando as fontes das críticas e boicotando-as.É uma varredura em prol de um partido envolvida em diversas falcatruas.

 “Podia dizer, que foram Extraterrestres, que foram piratas informáticos, vou dizer a VERDADE, apenas castigo DIVINO, com empresas, que não praticam a honestidade, com contratos, para cumprirem, por exemplo, 24 Mbps, e só “dão” no máximo 9 Mbps, cobrarem por M5O, quando o cliente tem só M4O, só merecem castigo, e ainda gozam, sem responderem. Da minha parte desejo, que tenham muitos castigos (apagões), que se deixe de pensar que são os “maiores”, uma Operadora o ano passado perdeu 100.000 clientes, por mal serviço, e é o que pode acontecer aos senhores do PT. Como disse pela minha parte é o que desejo.


Alucinação.

perdidos soltos pelos trilhos (riscos confidenciais de Hamadã)
entre regaços regalos entre fundos incompreendidos calamos abismos
cingrando dentro das águas as primeiras figuras que vejo pela manhã
náufragos (somos nós) aportando nas mesmas pedras com pouca respiração

perdido no regaço eu  cingro como náufrago
solto entre nós dentro de mim eu choro
trilhas profundas,águas nas pedras
riscos incompreendidos para as mesmas figuras
querem calar as nossas primeiras confidências
abrimos para Hamadã os nossos corações

nós cingramos dentro d’água nós naufragamos
entre onda:perdido,solto pela rebentação
nós nadamos em águas revoltas dentro das pedras
regaçamos trilhas entre madeiras soltas nos agarramos
figuras de pedras e as mesmas águas profundas
entre riscos e trilhos fundos mergulhamos
fundos confidenciais de riscos incompreendidos
calamos nossas respirações e sentimos a incompreensão em nossos corações

belos e semelhantes versos (palavras de outros lugares)
sentimos as poesias as maresias descritas contra o abuso da pirataria
poetas vivos ainda contemplam o fim da cantiga depois do rito de passagem
entre visões tardias assim espreita nossa noturna ave de rapina

belos sentimo-nos entre os vivos
poesias semelhantes às visões dos poetas (profecias)
um fim tardio e versos de maresias
assim outras escritas viram cantigas
o nosso depois contra qualquer palavra dita
um lugar de paisagem derrubada,noturna e sombria
um lugar de incêndios noturnos e gemidos que causam arrepios

entre poetas vivo as suas visões proféticas
sentimos semelhanças em belas poesias
o fim das visões de uma poeta de alma fria
versos e poesias semelhantes as maresias
o fim é assim cheio de canções tardias
outras maresias,versos e escritas
depois do assim a nossa canção enfim
palavras escritas contra todos os tolos (os outros)
nossas paisagens depois do anoitecer
palavra derrubada contrária a construção,palavra derrubada:ruína
incêndios noturnos em paisagens derrubadas
um lugar de paisagens incendiadas

escapa de incorporar passageiros construtores na beira da ilha da Madeira
acredito no silêncio e em seus efeitos em lugares cinzentos e mal iluminados
pobre sobrevivente desconhecido comungando com sua linguagem diz-que-me-diz
vejo tolos peregrinos tolentinos impactados com o longo risco do espírito ser rejeitado

Tolentino disse que acredita nessa ilha
à  beira do silêncio vejo aves comungando ervilhas
uma linguagem impactante com efeito construtor
passamos por lugares longos e desconhecidos
pobre espírito incorporado ao cinza (da neblina)
o pobre se arrisca escapar daquilo que o ilumina

Tolentino comunga num domingo vejo ele dizendo palavras bonitas
         (palavras que nunca antes foram ditas você acredita?)
               acredito em eiras e beiras e no silêncio da ilha
vejo a linguagem no impacto da comunhão ( a torre e o canhão)
o silêncio dos construtores beira a surtos psicóticos (breviário da alucinação)
desconhecida e impactante esta nova e longa linguagem
passaram os efeitos mágicos dos construtores de lugares
pobre e longevo esse espírito desconhecido
passamos por vales cinzentos e incorporamos diversos lugares desencantados

escapamos das cinzas para nos incorporarmos aos iluminados

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Conquista.

Quase sentida essa conquista sem preconceito
nela a irracionalidade se transforma em sensação
a certeza de que tudo é inabalável e sem preceito
alcança belos devaneios só com a fé e a devoção.

Alcançar é quase uma certeza irracional
nela todo e qualquer sentimento se torna belo
a verdade transforma devaneios em conquista real
a sensação de preconceito abala a fé do clero.

Sentimento de esperança enfim sublime luto
anima o amor pois contigo está a saudade
no dia dela sinto seu calor e seu amor absoluto
advém das provações toda essa espiritualidade.

Creio no dia que se fará luto de um grande mito
saudade sublime dela advém repentinamente
enfim contigo eu nunca tive privacidade tenho dito
amor e esperança estancados num peito doente.

A realidade do coração refaz o jogo da conquista
sempre uma fé enorme na ventura das frustrações
tenho me redimido ao suave amor que me inspira
em minutos eu persisto em conquistar mil corações.


Folhas e Flores.


No meio da tela o prazer em ver:folhas.Num campo natural a dança dos sorrisos.Aberto ao desejo solar nos deitamos.Era um meio de disfarçar meus zumbidos.

Um meio que especial em campo aberto.A tela natural do desejo.O prazer de um sorriso solar.Nos deitamos no meio de folhas dançantes.

Meus desejos abertos e meus zumbidos proibidos.A tela do campo em meio natural.Um zumbido irritante e um desejo incomodante.O prazer natural e o sorriso enigmático retratado na tela.Meio-dia,era para nos deitarmos no tapete solar.O sorriso se desfolha e o prazer dança conforma a melodia.No meio das folhas uma inseto dança.

Mais insetos e flores no campo.Nossa boca remota florida de sol.Segredos da trilha da refinaria e um beijo escaldante.Confesso amor:-Eu tomo o licor das flores.

Confesso-te os segredos mais remotos.Nossos insetos trilham o amor.Na boca:flores e das colmeias:licores.Na boca do campo te beijo e cochilo.No campo solar um calor escaldante.Na cama de flores:amante.

Segredos de amor,confesso minhas trilhas.Insetos remotos em nossas fotografias.A trilha dos licores e a refinaria do amor.Nossas flores na boca dos insetos.Um beijo licorado.Uma refinaria cochichada.Na boca florida do campo eu me deleito.Um cochicho escaldante.Um buchicho quente.Beijo as flores.Flores solares,floridas e escaldantes.



domingo, 15 de fevereiro de 2015

Nós somos um pouco de tudo.

(Nós andamos atrás de futebol como ninguém)(Pode ser de campo de saibro sintético barro grama várzeo estádio)(Será que somos mesmo todos macacos?)(Eu preciso esquecer que somos também Charlie)(Nós somos gordos esquecidos isso sim)(Nós somos nerds rejeitados que sofrem bullyng isso sim)

(Será que nós precisamos sermos um pouco de tudo)(Andamos atrás de tudo mas esquecemos que somos esquecidos)(Somos gordos por isso o futebol não é para nós)(Somos Charlie,somos macacos,somos um montão de coisas)

(Seremos esquecidos,precisamos ser esquecidos para nosso próprio bem pátrio)(Será que andamos atrás de tudo por mero e simples acaso?)(Será que é tudo nosso?)(Charlie é gordo?)(Somos o que somos)(Ninguém é igual a ninguém)(Macacos não jogam futebol jogam caxangá)

(Gringos e gregos anda de maneira imprópria)(Outro dia eu vi tudo meninas)(É uma coisa ser feminista outra é não usar calcinhas)(Somos clubes de toda e qualquer gente)

(Todas as outras coisas elas não são coisas qualquer)(Dia impróprio para que sejamos um pouco do outro)(Ser gente ser tudo ser coisa é exagero)(Menina feminista num clube grego de Safo)(Somos feministas?)


(Seja lá qualquer coisa que sejamos vai sempre ser qualquer coisa)(Outra impropriedade no dia amargo de todos)(No clube do ser gentis feministas)(Grego é tudo ainda mais para as meninas)(Eu sou gringo)


Solidão.

A solidão sem noção e sem êxtase sem tesão.
Sem noção eu me extasiei com a minha solidão.
Realmente eu vivi a realidade da depressão.
Solitário eu realmente perdi a noção da realidade.
Ao menos eu soube a hora de partir.
Aí a partida e eu me apaixonei.

Extasiado e mais apaixonado por essa realidade.
Aí eu sou realmente a completa falta de noção.
Solidão solidão eu vou partir.

Aí um a menos eu sei que sou apaixonado.
A noção da realidade é se extasiar de verdade.

Meus momentos e meus devaneios.
Olho com constância para a minha existência.
Constantemente eu existo somente para te olhar.
Bela essa solitária solidão.
Quanto mais perdemos mais temos menos na vida.

O meu olhar pela vida.
Menos solitário os devaneios já não mais existem.
Tenho a solidão em momentos inconstantes.

Solitária vida menos beleza há.
Olhares e devaneios de nossas insignificantes existências.
Eu tenho momentos de constante solidão.





Quadros.

Gabi a menina dos quadros estampados com pássaros pretos.
- Gabi aonde você quer o desenho desse contact?
É bem provável e é bem verdade que isso consiga ser uma estampa.
Um estam(pássaro) no espaço.
Pode-se fazer todos esses pássaros ocuparem o vácuo.

Contact preto pode parecer de verdade o sombreado.
Gabi desenha bem pois é isso que sabe fazer.
É aonde ela consegue pintar quadros com desenvoltura.
Eu quero pássaros estampados em céu nublado.

A verdade traz o poder do bem.
Gabi é a menina do contact e desenha com lápis preto.
Todas essas estampas conseguem ser de pássaros sombreados.
Eu quero esses quadros leiloados.

Imprimo todos os pássaros em pratos de pizzas combinados.
Nanquim no molde do papelão hein!
Depois da ideia feita assumindo sua lindeza.
Saber olhar faz parte da função de um pintor da natureza.

Imprimo o molde depois eu pinto.
Todo nanquim me traz uma nova ideia.
Aí hein eu sei sobre seus pássaros...
Quem sabe fiquem lindos esses pratos.
Assumindo a olhadela o papelão foi adicionado ao trabalho artístico.

A ideia é pintar e vender depois.
Todo molde é um rabisco feito com nanquim para depois ser imprimido.
Sabe esse quadro é lindo.Aí sim dá gosto de olhar.
Pratos hein?Só ficam os pássaros.
Assumo o artesanato com papelão pois minha função é ser artesão.




Deslizes.

Com os dedos que me lambuzo mudo a esperança lentamente como um caramujo.

Um pouco de tudo me parece pela mensagem ser muito.

Uma coisa momentânea que desliza na tela suja.


Que seja uma mensagem de esperança.
Pela lentidão da tela.
Pelos deslizes dos dedos.
Momentos que parecem mudos.
Onde pouca coisa muda.

Seja pele na tela com mensagem.
Me parece lenta mas por tudo ela espera.

Em poucos momentos o deslizar dos dedos.


Vício.

Destes de beber ao invés da dar o que comer.
A dor fumava a sua cirrose.
O câncer tragava a sua dose.

Meu Deus como doeu essa dor.
Bebi a cirrose do amor
E fumei seu câncer.

Amei com tanto dor que quase morri.
Deu cirrose em meu coração
e solidão em meu rim.

Bebi o teu câncer

e fumei a sua dor.