terça-feira, 31 de maio de 2016

Deixar.


Deixo-te,verdades.
Deveria deixar tristeza?
Deveria deixar-te triste?

Deixo por deixar.
Verdade triste.
Deveria deixar-te somente a verdade.




Cozinha.


este exagero cozinhando
febre que conturba
        que perturba
será um gratino
será um grelhar
do corpo mirrado
do corpo franzino?

Grita o exagero
deste maltempero
este conturbado
este gratinado
este contaminado
este grito
será que é o cozido
do cozinheiro
febril e encolerizado
que te causa arrepio?


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Escritores de A a Z:Amado,Jorge


Escritores de A a Z:Amado,Jorge (1912-2001)

Histórias de liberdade dos maridos arretados.Personagens subterrâneos desabrochando como flor.Seara de inspirações para dona letra.Serviu uma esperança marinheira ao povo brasileiro.

Liberdade para os personagens e histórias subterrâneas.Serviu em suas vastas searas,esperança e inspiração.Liberdade em flor,florindo maridos subterrâneos.Dona esperança em searas marítimas.

Velho acadêmico,cavaleiro da Bahia.O eleito de Ilhéus pisando nas areias do comunismo.Passava a militar como capitão da televisão,teve várias de suas obras adaptadas pela Rede Globo.Período cinematográfico de sua infância.

Comunista baiano,cavaleiro vermelho em Ilhéus.Num período passado,militante da infância pobre.O velho eleito das areias acadêmicas,dunas baianas da sabedoria.

Adaptado ao mar,cargas d'água,popular.Tem sido o berro dos outros autores regionalistas e nordestinos.No baile da morte uma obra nordestina consagrada e aplaudida.Romances com traduções premiadas e personagens inesquecíveis.

O berro dos mais populares.Romanceou a morte do nordestino.Tem sido marujo rabujo no mar dos outros.No baile das traduções,obras premiadas.

Destaque da terrinha,variedade incontestável de personangens inesquecíveis.Representante jubiabá obteve êxito no exterior.Brasileiro,soteronapolitano,dos romances cravo-e-canela.Escritor de belos cenários paradisíacos e entrelinhas sensuais como Gabriela.

Destacado jubiabá,representante da boa terra.Terra de Castro Alves e Rui Barbosa.De Gil,Caetano e Bethânia.Escritor de romances com cenários bem brasileiros.Areias baianas.Sotaque e paladares da terrinha.Obteve incontáveis edições no exterior.Escritor cravo-e-canela,divulgador da beleza estonteante de Gabriela “que nasceu assim,vai morrer assim”.Em 1961 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Suas principais obras são:
*Jubiabá (1935)
*Terras do Sem Fim (1942)
*A Morte de Quincas Berro d'Água (1959)
*O Cavaleiro da Esperança (1942)
*Seara Vermelha (1946)
*Subterrâneos da liberdade (1954)
*Gabriela Cravo e Canela (1958)
*Capitães de Areia (1937)
*Os Velhos Marinheiros (1962)
*Dona Flor e Seus Dois Maridos (1964)

!Blackberry!

- Ai ui soy una delicia.
Dice la señorita seducción (malicia).
Esta mora es ahora muy bien.

Señuelo Ui es grande es un átomo es la segunda división …
esta señora es una delicia
- Yo soy la señorita blackberry endulza.

Gran dama es secuestrado?
Es un desnudo todo deleite.
Ui deliciosa blackberry que me ensaliva. 




!Amora!

! amora !

- Ai ui eu sou uma delícia.
Diz a senhorita sedução (malícia).
Esta amora agora está ótima.
Ui seduzir é ótimo é átomo é átimo…
esta senhorita é uma delícia
 - Eu sou a senhorita amora adocicada.
Ótimo senhorita está abduzida?
Está uma delícia toda despida.
Ui amora gostosa que me ensaliva.


Escritores de A a Z:Almeida,Manuel Antônio de


Escritores de A a Z:Almeida,Manuel Antônio de (1831-1861)

Diversos costumes de sargento.Traduções da vida,memórias.Retrato mercantil do Brasil,letras teatrais e não letras cambiais.Adapatações brasileiras de seus livros em peças teatrais.

Memórias e costumes,vida se sargento.Costumes traduzidos,diversidade da vida.Adaptações mercantilizadas retratadas em livro.Adaptações teatrais retratando o brasileiro letrado ou não.

Edições de jornal quase acadêmicas.Modernista dos folhetins de arlequim a patrono da cadeira 28 da ABL.Publicou popularescos,clássicos e líricos.

Edições em folhetim num jornal moderno para a época.De forma e de fato popularizou e publicou e obteve reconhecimento.Amante dos clássicos e do lirismo literário.Patrono editado,modernista e acadêmico,joia rara lapidada das letras.

Entre aceitações e rejeições o drama da transformação.Escreveu grandes memórias milicianas.Obra urbana de cunho,punho,impulso e formação jornalística.Romance em produção (no prelo) mérito das belas-artes.


Grande entre tantos aceitou a medicina.Escreveu sobre transformações,dramas e memórias.Formado em méritos,obra das Belas-Artes.Produção urbana,romance jornalístico.


No entanto estudou profundamente o grande realismo.Precursor do romance urbano.Jornalista editado além de considerado.Iniciado no idioma,um romancista de malícias,delícias e milícias.


Brasileiro,no entanto,um estudioso dos livros.Romancista editado,jornalista de blandícias.Grande precursor do romance realista.Além do início difícil,no idioma era considerado.


Suas principais obras são:


*Memórias de um Sargento de Milícias (1855)
*Dois Amores (1861)


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Escritores de A a Z:Almeida,José Américo de


Escritores de A a Z:Almeida,José Américo de (1887-1980)

Com restolho de popularidade ocupou-se com suas obras.Escreveu livros votando e apostando no dramático.Atuou no governo paraibano.Novamente deu o sangue durante essa governabilidade.

Ocupou cadeiras.algumas com voto popular e democrático.Escreveu obras e não alguns restolhos de livros.A morte ronda novamente além da sangria diária.

Eleito voltou depois para a literatura pública.Na estréia de cargos de governador a senador.Coiteiro eleito,ocupou sua indicação.Rompeu com o boqueirão,nasceu para a ascenção.

Cargos e literatura,estréia pública.O direito e o dever de ocupar seu posto.Voltou como governador depois ocupou vaga no Senado.Eleito,ascendeu;rompeu com indicações getulistas.

Formou-se em problemas de ordem pública na Paraíba.Cabra brasileiro das letras que publicou suas obras.Político com reflexões judiciárias na Viação brasileira.Acadêmico e ministro,ótimo escritor na área do romance.

Brasileiro da Paraíba,cabra formado.Político e romancista,escritor de reflexões.Obras em ordem sem nenhum problema.Jurista acadêmico,ministro brasileiro.

Em 1930,na Era Vargas foi indicado Governador do Estado e depois Ministro da Viação e Obras Públicas.Em 1937 rompeu com Vargas.Foi eleito Senador em 1947,voltava a governar a Paraíba em 1950,pelo voto popular.”

Suas principais obras são:

.Reflexões de um Cabra (1914)
.A Paraíba e seus Problemas (1923)
.A Bagaceira (1928)
.Boqueirão (1935)
.Coiteiros (1935)
.Ocasos de Sangue (1954)


Presença de espírito.

Muitos mortos no nunca.Dei flores fúnebres.Não dei flores dormidas.Nem dei flores murchas.Achava lindo presentear mortos com livros floridos.Será que eles iam ser lidos por espíritos?

Flores aos mortos,livros aos adormecidos.Muitos dias fúnebres para serem esquecidos.Flores fúnebres não florescem.Flores fúnebres são findas.Achava que nunca ia dar flor.Presença de espírito.


Nos olhos dos outros.

Vier só digerido,canto o sexo com dor no estômago,cheiro de ovo podre nas narinas marinas.Marinas narinas,estômago fraco,sexo cantado,vivo só,digerido.Boca,fígado,beijo no traseiro empinado,pego meu filtro.Carne de pescoço,rins,pernas,engula o gozado que te invade e pronto.Deixe descer,estalar os joelhos,ouvir o cago caindo no vaso.Vai ressuscitar?

Mundo nos ombros,pés estranhos,caminho calado,entro num dia de sossego.Membros,umbigo,olhos rasos de quando eu degluto ousadias.Prato raro!Quando o outro voar eu vou mamar em teus seios e te penetrar.Eu morro para o mundo do amor romântico e desce uma lágrima pelo olho do coração.

Eu entro nos olhos dos outros.Dias rasos quando há morte.Caminhos ousados,vou pelo mundo.Calado degluto,mamo nas tetinhas do amor.Olho para você e me lembro de quando tinha pés de galinha.Umbigo estranho e seios flácidos (caídos).Ombros largos e coração grande.Com meu olhar te penetrava e com meus membros te desmembrava.



Circo das bizarrices.

Paraíso humano dos gemidos,tudo terrestre terreno terráqueo,mero sotaque de uma mutante extraterrestre alienígena nua.
Acorda na brevidade das borboletas descasuladas e seguem como bailarinas engraçadas nos jardins da fantasia.
Refém do sopro sufocante fora da toca enquanto pseudo baile de duendes.
Tempo de poesia Magrite,roteiro,música,dança e um mormacento surrealismo.
No paraíso da fantasia putanesca acordo refém da poesia.
Breve sopro do tempo sagrado para os humanos.
Borboletas gemem,Magrite está sufocado.
Tudo seguido fora do roteiro.
Aquáticos ou terrestres seres bizarros tocam música.
Bailarina procura terreno para dançar seu bailado.
Enquanto isso ela dança no mormaço,nua e engraçada.
Mera fantasia pseudo-surrealista com sotaque de J.K.Rowling.

O sonho de Miró me deixa selvagem num céu sem tarde como palhaço do circus maximus.
Anjos fizeram Salvador Dalí ventar num hipnótico trapézio e recolher as babas dos espectadores.
Nasceu chorando,voando e cantando como canário num cenário invisível e com asas tristes de papel crepom.
Artista renegado pela transcendência da lona colorida e de animais se banhando no crepúsculo.
O maximus de um sonho fez nascer um artista.
Aquele anjo chorou renegado.
Voou na transcendência de Salvador Dalí e Juan Miró.
Deixou ventar sobre a lona e cantar melodias tristes.
Selvagem e hipnótico canário colorido.
O trapézio é o cenário,o céu é o limite.
O palhaço invisível se recolhia no crepúsculo.
 
 

Ond’estou?

Ond’estou? 

Estou onde eu possa me ver?Vejo caído aquele que vai sem ter para onde ir.Meu eu já não aguenta mais,é cada uma.Céu azul onde há nuvens brancas,onde o lugar escuta o choramingo e o pedido de um ser menor,insignificante.Ao som do menor pedido eu escuto o choro ao longe.Deixo o pássaro onde tudo ri e ninguém socorre do ridículo.O pássaro passa pela janela,livre.Abaixo,algum chuvisco distante é choro que se ouve dos olhos do mundo quando chora.

Em cada janela menor,olhos curiosos.Eu não aguento torno a ver o pedido.Quando vem o socorro eu não aguento,choro.Ninguém vai ouvir você chorar.Ninguém.Rir ou chorar eu continuo indo longe.Distante de tudo onde eu não vá cair.Onde eu possa ver algum pássaro azul.Onde eu possa sentir chuvisco vindos do céu.



Todo mundo é belo.

Doutra bravata,dobrada gravata,porta torta não importa.
Poeta desbravador,todo o mundo é belo.
Quem desbrava?Vagabundo do mundo imundo,submundo e adjacências.
Ao imundo não importa o belo se no mundo há muros.
Vagabundo do mundo homenzinho torto sugismundo.
Poeta doutras paragens.Desbravador de caneta e gravata.

Auto-estrada.

O tempo afasta,arrasta.Sabemos oferecer tabaco e tóxico como alternativa de uma vida impossível.Lentamente próximo dos desvios,dos atalhos,paramos para cuidar dos mais obesos.Na direção da curva sempre cruza com destinos,pessoas,carros e outros seres circulantes.No fim das rotatórias a neblina não deixa ver a placa e esta não lida possivelmente é facilitadora da morte.

Aproveite para cuidar das outras vidas nesta auto-estrada.É possível para o carro no acostamento para se dar uma mijada no asfalto.Neste fim a alternativa é curta.Lido todos os dias com tabaco,depressão,obesidade e drogas.A placa do destino não oferece atalhos.Sabemos que quanto mais a gente se aproxima fica tensa a neblina.Na curva das rotatórias sempre há tempo para desvios.Lentamente nos arrastamos em direção ao fim.

Para escapar da agonia adiante pontos longos na rodovia e desacelere e depois se prolongue lentamente.Irreversível destino,adianto algum percurso para valorizar o tempo.Tempo da criação,tempo do fim do mundo,tempo de dizer:- Pegue o tempo que não te leva!No entanto a morte lhe destina caminhos de lembranças desvalorizadas e atalhos desconhecidos percorridos por sedentários.

Prolongue o seu tempo mas não pegue atalhos.Tempo de você valorizar a desaceleração.Você está na rodovia das lembranças.Longo percurso que te leva à diversos caminhos.Alguns sedentários que não tem nada a dizer.No entanto adiante o seu tempo.O fim é o destino não tem como escapar da morte.O tempo que se destina à criatura  é de uma reversível agonia ao invisível.



Estação das emoções.

Foi partir se fodeu,descarrilou.Outro desajeitado na estação dos pretendentes.O trem corre pelos trilhos.Outro coração descarrilado.Foi pelos trilhos desajeitado acabou rejeitado.Partiu o trem da estação das emoções.

Menino Loiro.

Um menino loiro de camisas listradas e sandálias
num bosque arborizado com um belo lago azul
com uma mangueira  esguichando água
e como num passe de mágica
uma caravela navega sobre a água esguichada.
Num céu cinzento coberto por nuvens brancas.

Céu cinzento,tapete verde,passa o loirinho de sandálias com uma mangueira na mão.
Cobrindo de mágica o bosque sobre esguichos d’água.
Caravela,nuvens brancas,lago arborizado,água esguichada.
Navega bela a caravela na água esguichada pelo menino de camisa azul.
Coberto de nuvens brancas o céu azul-cinzento.
Como num passe de mágica a caravela navega no jato d’água.
Belo bambino de sandálias no bosque arborizado.
Menino loiro de camisa listrada azul sobre tapete verde perto do lago.
Menino da camisa listrada azul esguichando água para o alto.
Esguicha água para o céu e uma caravela navega ao seu encontro.

Mestres

O saber é a extensão do momento logo lhe disse o Senhorzinho (professor).Venha apenas de um modo celeste oh meu mestre.Experimento dizer.Diga meu filho a resposta que eu gostaria de ouvir.A resposta certa.Em tudo o mestre lhe pontuou.Você está no ponto.Você está preparado.Na prova de conhecimento você tirou boas notas.
 
Onde ele está agora?Tudo daria para descobrir essa incógnita.Dê a resposta ao seu mestre imediatamente.Com a resposta certa este senhor fica mudo.Meu Deus como esse menino-prodígio sabe tudo?Apenas Deus é o Pai da lógica.Digo que este é um ponto crucial,um momento celestial.Venha dizer tudo o diálogo é a extensão dos mundos.Experimente o saber dos mestres.
 
 
 
 

Amor.

  

"Quando não amamos é porque
          gostamos
de habitar a casa em ruínas
da nossa solidão sombria."



Afetividades antagônicas.

Martírio épico de emblemática escassez e entusiasmática bonança.
Crucial e crudelíssimo inequívoco da Madame das cordas,cordéis e bordéis de mil réis.
Estimados e emoldurados os quadros do pintor de cabelos crespos cheio de mecanicismos e cacoetes do impressionismo,pura verossimilhança.
A síntese do ânimo e a lentidão de Macaluso o matuto mecânico afrodescendente com seus dedos cheios de anéis.

O cordel épico emoldurando a síntese e a sinopse.
Um ânimo mecânico e um martírio equivocado.
Madame Macaluso de cabelos crespos (pixaim) é emblemática.Professora de matemática.
A lentidão da autoestima e a bonança crucial do almirantado.

Inquietante labirinto da capela de Hipácia.
Engajado exaustivamente nos trotes e empecilhos.
Multidão insubmissa,ultraconservadora,leiga e antipática.
Biótipos abotinados e abonitados na missa dos broquéis,cinzéis e tomilhos.

Inquieta e engajada na missa dos leigos.
A multidão troteando para o labirinto cinza.
Biótipo de insubmissa,empecilho para Hipácia espantar morcegos.
Bonitos,ultranconservadores,exaustos,apáticos,tontos,todos reunidos na capela Sistina.

A guinada absoluta da lacraia talhada.
Ripió Curió no reisado,mensageiro de Jequié.
Cangaceiro lanternado impactando com seu desfiado desferido numa canivetada.
O corcunda subordinado do entusiasmo degradê,demodê,fã do saci-pererê e de briga de garnisé.

Lacraia Ripió,cangaceiro corcunda cheio de furúnculo na bunda não peida,caga.
Um curió entalhado,um vagalume empalhado,subordinado da lanterna da natureza.
O entusiasmo do reisado é dar uma guinada (sem granada) importante e safar-se das pragas.
O mensageiro do absoluto (matuto mestiço mulato cafuzo) desfia o degradê em fiapos e trapos com sua brabeza.

Na vitrine da recompensa uma rotunda gentileza.
Meditar a humanização e os espadriles de Chapetuba.
Black-tie seleto,discreto e um extravio desenfreado de diamante da Vossa Alteza.
Afetividades antagônicas de arena e seminário no aparo da juba.

De Black-tie na arena rotunda de Chapetuba.
Meditar compensa o seminário seleto do silêncio.
Humanização desenfreada,antagônica e imbecil.
Extravio de afetividades para a amante afeta a vitrine das gentilezas de um homem hostil.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Alfarrábios de Alforria.

Alfarrábios de Alforria.

Ali saboreio com os olhos
pois o sabor não era como...
Entoou o canto das sobras.
                                    Sobras
porque há de prover
aplicando meu superpoder
para plantar ou para colher
para viver ou para morrer.
Liberdade
:um mágico que vejo na porta
Multiplicou alfarrábios pelo chão
e nutriu esse gosto por demolição.
Onde houve uma morte trágica pôs uma cruz.
Canções decifradas
:estacas cravadas

Não se iluda com a linguagem terna do beijo.
Desejos de sereia deformando a canção.
Alfarrábios de alforria
:mares verdes e azuis
Pedir para refazer o que vejo
:a casa ao avesso
Multiplicando as palavras e os sentidos
na escuridão perdido
:como sair desse labirinto?
O homem e seu quadro trágico
em moldura de aço.

Onde vejo sacudir fica a poeira.
Olhares de homens em
   mares de sereias.
Desejos de portuário.
Poesia
:tempo de saborear
Tempo dos estivadores.
Dança dos seres místicos.
Poema da ilusão.
Nos lábios dela argumentos de morte.
Natural tempo de silêncio e escuridão.
O portuário da ilusão.
Sobraram as
sobras.
Multiplicação de palavras
na partilha das migalhas.

Escuridão que leva à loucura.
Imagem dos portais.
Alta concentração de substâncias naturais.
Escrito,descrito
ainda não me decifro.
Aqui,palavras de um apaixonado.
Mobiliário antigo cheio de pó
joias raras de minh'avó.
Canção de sereia.
Canção de encantamento.
A morte do desejo.
O argumento autosabota o entendimento.
Olhos trágicos sobre o quadro. 


Olhos de Omófago.

Olhos de Omófago.

Cantam a alma em seu sepulcro,
em seu jaz(z)igo.
Onde se aquece ad aeternum,infinito.
Arrastando-se nos escombros
para fugir da luz.
Zumbi ou vampiro?
Tempo fechado
não se vê estrelas.
Toca escura onde
não se vê vida.
Espaço preenchido de tristeza.
Corpos cintilantes sem sorriso.
Coração vazio.

Olhos de Adonai sobre o uni(verso).
Apresenta-te a vida,Yeshua Adonai.
Liberta-o da corrente de Mordechai.
Jazigo do submundo,escuridão.
Levanta-o do escombro oculto.
Visões sombrias
        As(sombra)ções.
Medo da sala fria.
Quem vai adiante
lampejando as muralhas?
Cantam o frio e ainda adubam soníferos
e pesadelos.
Luz para o corpobscuro.
Tens se fechado para a fuga.
Enquanto os demônios estão a solta.
Encerrado na catacumba.
:Infinitum,meu frio abismo

Na vida oculta
toca luz,Yeshua Tsikedenu.
Arrastando-se para o vazio.
Coração,tua casa será preenchida.
Essa ferida,em carne-viva
que não cicatriza.
Sepulcro,sala escura.
Silêncio,sepultura.
Rosas murchas.
Medo do abismo.
Medo dos vermes.
Próximo do precipício
alucinógeno alienígeno.
Perto do sabá de Satã
perto do fim
:me salve Yeshua Mikisdaskin

No jazigo tanta vilania
onde cintila o infinito.
Estrela ainda é um organismo.
Apresenta-lhe o escombro
e suas visões de monturo.
Fazendo-o suspeitar de todo mundo.
Sinfônica macabra de anjos decaídos.
Olhos de omófago.
:ontem fez frio
Casa do abismo,universo sombrio.
Moscas gordas sobre o monturo.
Medo da vilania do obscuro.
Submundo,escuridão
muralhas intransponíveis. 


Veridicto conciliatório.

Veridicto conciliatório e um samburá dispendioso.
Vedete das indagações e irrevogável prodigalidade.
Padecem as perspectivas de insurgentes emolumentos.
Corja de maus elementos com um jeito meio buliçoso.
Parâmetro autofágico do protagonista:Leviatã.

Leviatã:vedete conciliatória dos padecimentos.
A perspectiva do protagonista,veridictos e indagações.
Parâmetro irregovável,samburá dos insurgentes.
Emolumento aufogágico,prodigalidade dispendiosa.

O embate abalroou o custeio e o trocadilho.
Suplementação termodinâmico dos contêneires do holocausto.
Abutres enaltecidos,milagres interdisciplinares.
Focado nos prognósticos,imitação da cabotagem.

Abutres do holocausto imitam trocadilhos de Fausto.
No embate (combate debate) dos contêneires enaltece a cabotagem.
Focado no abalroamento da termodinâmica interdisciplinar.
Prognóstico de milagres,custeio,remanejo da suplementação.

Contingenciou a bordo da embarcação rajadas de esquetes e esquemas.
Consolidado currículum delineado no remanejamento.
Manifestação milimétrica da navegação no adensamento.
Boletos e barbantes,bigodes e barbatanas,neste lerdo transatlântico.

Esquetes e currículuns,adensamento e adestramento lerdo.
Consolidado à bordo do transatlântico navegará.
Na calagem delineadora feita pelo barbante,ótima drenagem.
No remanejamento e nas rajadas um boleto chega com antecedência.

Antecedendo a drenagem desajeitados chegam ao consulado.
Na superfície do comodismo Bartacuru está interditado,impedido.
Nhambuzim implementou a bagaceira do condomínio sem domínio sem fronteira.
Impelido de intervir a descontinuação lesada.

Comodismo desajeitado e a bagaceira da leseira.
No condomínio do consulado a continuidade da superfície e sua lamaceira.
Impelindo e drenando Nhambuzim Bartacuru e sua lapiseira.
Antecedendo a interdição,a intervenção e a implementação.

Vagarosidade.

Luz perdida dentro da vagarosidade.Dentro da vagarosidade de João que acha que é um caracol e se deita no chão para rastejar.Corriam corredeiras e João corria para lá.Maria sentia o luar,descia desviando do chuvisco e de pedrinhas de granizo.Maria diante do precipício.Maria colocando camisa-de-força no hospício.Andava na garoa com sentimentos de mulher da rua.Iria se precipitar se não visse alguém lhe atirar uma corda.Maria ia se jogar.Maria enxuga as lágrimas dos olhos.Avista o universo dos andarilho sozinhos.

Maria iria se jogar na corredeira se não fosse alguém segurar suas mãos.Correr para se precipitar,se jogar no precipício.Na queda Maria iria se esborrachar nas pedras.Olhar lacrimeja enquanto chuvisca no chão.João avista na rua um desvio.Dentro de um universo de sentimentos se sentiu vazio e desceu como um rio.Vagarosamente os andarilhos sentiam a garoa.Sozinha andava a procura da luz do luar.Maria andava perdida e sozinha.

Não-iluminado.

Sempre que se apressa você se queda.Osso frágeis logo se quebra.Esteve respirando a longa promessa.Veja a escuridão e o momento do lacrimejar.Passos recusados frente ao túnel não-iluminado eu fiquei amargo.

Longa a queda,lágrimas amargas.Você me prometeu momentos e por isso eu fiquei.Aqui estive sempre recusado.Se ouço passos prendo a respiração.Ilumino o túnel escuro.

Escuras e silenciosas entregas das asas angelicais.Você viu as cicatrizes e o tempo de suas quebraduras e queimaduras.Chegando perto de mim deveria dizer:Sua Santidade o menestrel.Violada,segura no ar,não poderia desistir.

Santidade violada,asas quebradas.Deveria ficar mais tempo no ar.Deveria se segurar  mais tempo para não se entregar.Você poderia ir,atravessar o vale da escuridão.Vejo que você silenciosamente chegou a desistir de continuar.A ferida perto de cicatrizar ficou aberta.

Vazio.

Um tanto distante da vinícola mentalmente.Quanto ao delírio qualquer invasão me causaria espasmos e alucinações.A mesma sala,o mesmo lugar,preenchidos.O vazio era lá fora.

Tanto quanto preenchido que me esvaziava,me entediava.Era mesmo delírio da minha mente.Uma sala vazia que era invadida por telepatia.Fora de si invadia a vinícola do lugarejo.

Sala de sons pueris preenchia o vazio.Crianças vazias de infância respiravam os sons da sala.A mente distante da sala somente preenchida com jogos.Apenas um som no vazio pueril e envelhecido.

Sala vazia,mente envelhecida.Distante do preenchimento de sons pueris.Na sala de sons respirava o vazio.Sons de jogos,crianças pueris na sala.Apenas preenchiam a sala com suas algazarras.

Sem sombra de crianças,nada na sala vazia.Hoje a sala continha outro tipo de poeira.No vazio da sala apenas o outro delatava o silêncio.Outras lembranças em pontos momentâneos.

Lembranças de crianças brincando na poeira do vazio.Outras salas,outras sombras.Hoje eu vejo apenas um ponto vazio.Momento do outro se conter no nada.Se não fosse delatado estaria na sala vazia.

Pois o momento é de varrer a poeira dos outros.Cheio de lembranças dançar no momento certo.Preenchem com os mesmo raios,sons e fachos.Um jogo de luz solar na sala vazia.

Pois as lembranças preenchem o vazio.Sons de jogos cheios de grandes momentos.Facho de luz dançando na poeira.Outro momento na mesma sala.Raios de sol,pontos de dança da chuva.

Esperar um tempo de lembranças.Não é o momento do outro ficar trancafiado.Então haverá sons e luzes na porta.Tenha a certeza de quem levou a chave para se abrir.

Espera um leve facho de luz.Está trancada e sem chave a porta das lembranças.Outro tempo,outros sons.Então não esqueça esse momento.

Outra sala foi deixada para o baile.Pequeno porteiro fica contando suas lembranças infantis.No ponto que pegou nasceu no vazio.Cabe mais alguma poeira no táxi?

Bailando em pequenos pontos de poeira.O porteiro-mirim deixou o ponto da portaria e pegou um táxi.Deslocou-se até a padaria para comprar pão-doce.Coube às lembranças nascerem em outras salas.Ainda assim algum vazio continua.
 
 

[dobraduras]

[dobraduras (mortais) vejo e ouço tristeza pelo caminho das águas e névoas-sinos silenciados][canto aparece em rio adormecido e vazio,o último canto de finados][cantar areja a esperança][sinetas desconfortáveis,magoadas][solitário e sombrio o céu dos indóceis][pobre finado,alma dócil]
[dobraduras magoadas,sino para finados][a morte do último pobre desconfortável][ouço o toque das sinetas da capela no dia de finados][alma triste e vazia não sabe o que é esperança][canta docilmente e adormece no caminho][águas de rio,céu arejado][solitário aparece nas névoas][toque o sino sombrio e fúnebre]
[quer a palidez dos indóceis][canta amores finíssimos][Vênus disse neblinas e nebulosas queridas][o destino sossegado do amor][levante-se e faça sua prece][ninguém disse coisas odiosa e trevosas solto no ar][vento sombrio][caiu no sofrimento][a prece do estradeiro][pasmem com os sinos silenciados]
[canto sossegado um ar sombrio][destino do amor solto no vento][caiu no gosto de um amor finíssimo][não queira o sofrimento das trevas e dos desertos][neblina indócil,prece ao ódio][a estrada para Vênus][ninguém pasma com a cobertura][quer a prece dos sinos]
[canta empapuçado na amplidão do medo][dízimo de morte][tanto medo da amplidão][tanto medo da ampliação][nas colinas do campanário um pânico silente][Vênus irá morrer dentro dos seus olhos][chora longe do sossego][levanta e chora e sonha][molhado,silêncio apertado][entre cânticos correu o caminhante][coração frio e erradio][chora o caminhante sem coração]
[pálido,levanta na Vênus fria][o coração sangra,os olhos choram][a morte do sonho arredio][olhos molhados de tanto choro][coração apertado,olhos de medo][caminhante sem silêncio pela amplitude][entre colinas eu canto longe][canto sossegado do telhado do campanário]

Hostilidades.

Com paciência guerriei e depois enbandeirei o começo do meu sofrimento.Geograficamente vi o rio das separações,não vi prazer nisso.Sofrimentos ultrapassei e sorri servindo relacionamentos.Confiei nas sentinelas das fronteiras quando ainda brincava de pai.

Na geografia de guerra eu confiei meu sofrimento e sofri.Quase morri.Pelo rio da paciência atravessei a fronteira.Depois vi meu algoz do outro lado sorrindo com seus dentes podres,careados.Ultrapassei com confiança a fronteira do sofrimento.Na geografia da paciência atravessei em braçadas o rio do sofrimento.Como brincadeira separei as bandeiras do batalhão.Comecei ver que havia relação de pai para filho com o exército em formação.O nervosismo tem prazer em ver o sofrimento.O sorriso é uma brincadeira quando bem servido.Vi as bandeiras e depois as separei.Em relação à vida os pais dão um verdadeiro show.Começo pelo prazer por isso não vendo sofrimento.

Conselhos soprados pelo Universo,oportunidades de bem lá no fundo poder contar com a ciência dos trópicos.Legal esse mundo bosta,mundo merda,a consciência sinestésica e contemplativa dos burros.Conheci a plenitude e superei o incômodo pluft da queda e o vapt-vupt da subida.Cabeça boa,cabeça de japonês cabeça de coreano cabeça de chinês...Mesmo no paralelo o pior que podia acontecer era eu virar uma caveira e sorrir em meios as cruzes da história contemporânea.

Ciência contemplativa de hipóteses japonesas.Cruzo com a sinestesia de uma cabeça tropicalista.Pluft,sorrio,contos de consciência.A maior oportunidade do mundo poder ver a caveira do vale de ossos secos.Universo legal supera o paralelo.Bosta de conselho que eu mesmo invento.

Cruzo com uma japonesa com a cabeça cheia de hipóteses hipócritas e hippongas.Contemplativo paraíso tropical,sinestésica ciência moderna.Sorrio incomodado com a caveira Pluft.No fundo a consciência no mundo dos contos.Supero o paralelo no pior plano.O meu universo é legal a minha oportunidade é que é uma bosta.Eu mesmo desconheço os seus conselhos.

Mil ouriços fronteiriços descobri sangrando e você em algum oceano (brisado).Nas fronteiras dos sentimentos melhorei a transformação (mutação) do colono perdido numa criatura peluda amedrontadora.Espaço de florestas noturnas.Corujas piam nos arbustos.Enquanto corujas piam eu abutro.Nesse instante uma ação de amor que vejo com tempo.Dentrofora do infinito plantei árvores da sabedoria (do bem e do mal).Reagi sondando a lua.

Não perco tempo sondando alguém.Vejo a lua no oceano da colônia.Ação e reação,você riu e eu ri.No instante da transformação você sangra.Melhor descobrir uma plantação de amor.Dentrofora das fronteiras do espaço.Sentimentos infinitos,florestas de ouriços de aço.Mil sentimentos.

Vejo a sonda num templo da lua.Me perco no oceano de alguma colônia espacial.Quem sabe agir neste instante reage.Você se transforma enquanto eu sangro e sorrio.No espaço eu planto dentrofora:amor.Descobri e atravessei fronteiras,me senti fronteiriço.Uma infinidade de ouriços e mil sentimentos.

Pensamento é como placenta mesmo barrenta eu berro na chapa permanente da consciência e do subconsciente.Você veste a roupa da plenitude e chora e brinca como um chimpanzé tranquilo.Pelas ruas multimídias a saída do húmus dos intelectuais.Quem conhece assim  sabe que não se encontra saídas.No país da natureza exuberante e do bioma impressionante  o útero do nacionalismo é infectado e isso interfere na motivação da rejeição.

Quem me rejeitou não está neste momento com a consciência tranquila.Nem deveria.Permaneço intacto,conheço a motivação.Na jaula dos chimpanzés assim eu não interfiro.Assim no útero eu choro,eu berro,eu faço birra.O mesmo choro rega o húmus do nacionalismo.Na plenitude da placenta e pela mobilidade nas ruas do meu País.Você pensa,você tem uma natureza multimídia.

Conheça a rejeição de quem me desmotivou.Permaneço tranquilo com a consciência intacta.Assim no útero não interfiro na saída.O chimpanzé berra,o chapa chora.O nacionalismo nas ruas,país do húmus e dos humores.A plenitude da placenta é ser a mesma roupa que te esquenta.Você é multimídia pois pensa em exposição e expedição pela natureza hostil.



:meus escritos estão prontos:

: meus escritos estão prontos :
...escritos alegóricos escritos metafóricos escritos eufóricos escritos bonitos escritos do coração...
[sentido faça a vida,golpe uso tranquilo,saudade chega e parte]
[transcrevo poesia parecida que fica acontecida só sobre a frase linda]
[assim observo,vejo as trágicas tonteiras,falam de saudade poética mas isso não tem nenhum sentido]
: a vida é dura meu amigo :

: coração partido frase sem sentido :
[escritos chegam lindos isso é um incentivo da inspiração]
[saudade bonita quase poética]
[escritos tranquilos sobre a saudade]
[metafórico uso da linguagem não falada nos acontecimentos]
[tonteiras parecidas com o golpe dos escritos]
[alegoria de vida veja a poesia]
[observo e transcrevo o sentimento pronto]

: lindo sentimento,isso sim é frase :
[parto com os escritos coração chega chora]
[só saudade sobre o estado de êxtase poético]
[escritos de saudade,bonita tranquilidade]
[fico falando de acontecimentos trágicos]
[uso os escritos para um golpe metafórico]
[poesia tonta parecida com nada do que eu vi]
[o sentido alegórico da vida e pronto]

: vivo vivendo assim sem ter nada :
[relacionamentos acontecem quando a leitora do poeta o encontra e assume um encontro amoroso]
[tenha comportamento e entre onde perdeu a paixão e contigo a encontre em algo rompido]
[lendo sentimentalidades com alguma harmonia e frequência apoia a amada que acha que o amor tem mote para vários poemas]
[invento metáforas alegres e estou preferindo agora tudo que me faça bem e aconteça naturalmente sem a menor pretensão de acontecer]

: relacionamento rompido amor perdido :
[aconteceu algo porque tinha que acontecer]
[quando estou contigo escrevo poemas como ninguém e eu sei que isso só te faz bem]
[quando tudo se acha e se encaixa o autor encontra na leitora sua melhor fã apaixonada]
[o poeta perdeu a amada agora]
[prefira apoio onde não tem]
[nada onde estou]
[assim entro com alguma alegria]
[assim tenho metáforas sentimentais]
[vivo comportado inventando desculpas]

: tem perdido o amor acontecido :
[aconteceu um rompimento algo ruim para um relacionamento]
[acho o bem,tudo é poesia]
[a leitora está contigo quando se apaixona]
[agora apoio as preferências de minha amada]
[onde o poeta tem se perdido?]
[está em alguma alegre harmonia]
[assim entra e não tenha anda]
[lendo metáforas invento sentimentalidades]
[meu comportamento é de rebeldia]