terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Alucinação.

perdidos soltos pelos trilhos (riscos confidenciais de Hamadã)
entre regaços regalos entre fundos incompreendidos calamos abismos
cingrando dentro das águas as primeiras figuras que vejo pela manhã
náufragos (somos nós) aportando nas mesmas pedras com pouca respiração

perdido no regaço eu  cingro como náufrago
solto entre nós dentro de mim eu choro
trilhas profundas,águas nas pedras
riscos incompreendidos para as mesmas figuras
querem calar as nossas primeiras confidências
abrimos para Hamadã os nossos corações

nós cingramos dentro d’água nós naufragamos
entre onda:perdido,solto pela rebentação
nós nadamos em águas revoltas dentro das pedras
regaçamos trilhas entre madeiras soltas nos agarramos
figuras de pedras e as mesmas águas profundas
entre riscos e trilhos fundos mergulhamos
fundos confidenciais de riscos incompreendidos
calamos nossas respirações e sentimos a incompreensão em nossos corações

belos e semelhantes versos (palavras de outros lugares)
sentimos as poesias as maresias descritas contra o abuso da pirataria
poetas vivos ainda contemplam o fim da cantiga depois do rito de passagem
entre visões tardias assim espreita nossa noturna ave de rapina

belos sentimo-nos entre os vivos
poesias semelhantes às visões dos poetas (profecias)
um fim tardio e versos de maresias
assim outras escritas viram cantigas
o nosso depois contra qualquer palavra dita
um lugar de paisagem derrubada,noturna e sombria
um lugar de incêndios noturnos e gemidos que causam arrepios

entre poetas vivo as suas visões proféticas
sentimos semelhanças em belas poesias
o fim das visões de uma poeta de alma fria
versos e poesias semelhantes as maresias
o fim é assim cheio de canções tardias
outras maresias,versos e escritas
depois do assim a nossa canção enfim
palavras escritas contra todos os tolos (os outros)
nossas paisagens depois do anoitecer
palavra derrubada contrária a construção,palavra derrubada:ruína
incêndios noturnos em paisagens derrubadas
um lugar de paisagens incendiadas

escapa de incorporar passageiros construtores na beira da ilha da Madeira
acredito no silêncio e em seus efeitos em lugares cinzentos e mal iluminados
pobre sobrevivente desconhecido comungando com sua linguagem diz-que-me-diz
vejo tolos peregrinos tolentinos impactados com o longo risco do espírito ser rejeitado

Tolentino disse que acredita nessa ilha
à  beira do silêncio vejo aves comungando ervilhas
uma linguagem impactante com efeito construtor
passamos por lugares longos e desconhecidos
pobre espírito incorporado ao cinza (da neblina)
o pobre se arrisca escapar daquilo que o ilumina

Tolentino comunga num domingo vejo ele dizendo palavras bonitas
         (palavras que nunca antes foram ditas você acredita?)
               acredito em eiras e beiras e no silêncio da ilha
vejo a linguagem no impacto da comunhão ( a torre e o canhão)
o silêncio dos construtores beira a surtos psicóticos (breviário da alucinação)
desconhecida e impactante esta nova e longa linguagem
passaram os efeitos mágicos dos construtores de lugares
pobre e longevo esse espírito desconhecido
passamos por vales cinzentos e incorporamos diversos lugares desencantados

escapamos das cinzas para nos incorporarmos aos iluminados

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