perdidos
soltos pelos trilhos (riscos confidenciais de Hamadã)
entre regaços
regalos
entre fundos incompreendidos calamos abismos
cingrando dentro
das águas as primeiras figuras que vejo pela manhã
náufragos (somos
nós) aportando nas mesmas pedras com pouca respiração
perdido no
regaço eu cingro como náufrago
solto entre nós
dentro de mim eu choro
trilhas profundas,águas
nas pedras
riscos
incompreendidos para as mesmas figuras
querem calar as
nossas primeiras confidências
abrimos para
Hamadã os nossos corações
nós cingramos
dentro d’água nós naufragamos
entre
onda:perdido,solto pela rebentação
nós nadamos
em águas revoltas dentro das pedras
regaçamos
trilhas entre madeiras soltas nos agarramos
figuras
de pedras e as mesmas águas profundas
entre riscos
e trilhos
fundos mergulhamos
fundos
confidenciais de riscos incompreendidos
calamos
nossas respirações e sentimos a incompreensão em nossos corações
belos e
semelhantes versos (palavras de outros lugares)
sentimos
as poesias as maresias descritas contra o abuso da
pirataria
poetas vivos
ainda
contemplam o fim da cantiga depois do rito de passagem
entre visões
tardias
assim
espreita nossa noturna ave de rapina
belos sentimo-nos
entre os vivos
poesias
semelhantes às visões dos poetas (profecias)
um fim tardio
e versos de maresias
assim outras
escritas
viram cantigas
o nosso depois
contra qualquer palavra dita
um lugar de
paisagem derrubada,noturna e sombria
um lugar de
incêndios noturnos e gemidos que causam arrepios
entre poetas vivo
as suas visões proféticas
sentimos
semelhanças em belas poesias
o fim das visões
de uma poeta de alma fria
versos e poesias
semelhantes as maresias
o fim
é assim
cheio de canções tardias
outras maresias,versos
e escritas
depois do assim
a nossa canção enfim
palavras escritas
contra todos os tolos (os outros)
nossas paisagens
depois do anoitecer
palavra
derrubada contrária a construção,palavra
derrubada:ruína
incêndios noturnos
em paisagens derrubadas
um lugar de
paisagens incendiadas
escapa
de incorporar passageiros construtores na beira da ilha da Madeira
acredito
no silêncio e em seus efeitos em lugares cinzentos
e mal iluminados
pobre
sobrevivente desconhecido comungando com sua linguagem
diz-que-me-diz
vejo tolos peregrinos
tolentinos impactados com o longo risco
do espírito ser rejeitado
Tolentino
disse que acredita nessa ilha
à beira do silêncio vejo aves comungando ervilhas
uma linguagem
impactante com efeito construtor
passamos
por lugares longos e desconhecidos
pobre espírito
incorporado ao cinza (da neblina)
o pobre se arrisca
escapar daquilo que o ilumina
Tolentino comunga
num domingo vejo ele dizendo palavras bonitas
(palavras que nunca antes
foram ditas você acredita?)
acredito em eiras
e beiras e no silêncio da ilha
vejo a linguagem
no impacto da comunhão ( a torre e o canhão)
o silêncio dos
construtores beira a surtos psicóticos (breviário
da alucinação)
desconhecida
e impactante esta nova e longa linguagem
passaram os
efeitos mágicos dos construtores de lugares
pobre e longevo
esse espírito desconhecido
passamos
por vales
cinzentos e incorporamos diversos lugares desencantados
escapamos
das cinzas
para nos incorporarmos aos iluminados