quinta-feira, 19 de maio de 2016

Soneto medieval.

Tarde na Birmânia ou na Germânia com o pai das ervas
ressurgidos em tormentas os desconhecidos pés frios
só um dia esfaimado frente a mirra,iguarias e conservas
o ranger de dentes em Roma onde corre sangue em rios

boca cheia de ígneos dentes lascivos e devoradores
um bando de loucos de barba turva e ruiva em tabernas
uma montanha cheia de chacais,lobos,coiotes,caçadores
ao sabor da orgia um incêndio louco entre as pernas

ateio-me a floresta e como presa sonho com belos seios
espalha,gargalha e farfalha antegozando o triclínio do domínio
ilumina torvos tropéis de corvos rolando nos rochedos e esteios

uma agonia brutal lá na rua do rugidor do grande predador
um império de cabeludos bárbaros longe de seu declínio
esmorecem em Cítia os feios e aqueles que agonizam em dor.

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