sexta-feira, 20 de maio de 2016

Auto-estrada.

O tempo afasta,arrasta.Sabemos oferecer tabaco e tóxico como alternativa de uma vida impossível.Lentamente próximo dos desvios,dos atalhos,paramos para cuidar dos mais obesos.Na direção da curva sempre cruza com destinos,pessoas,carros e outros seres circulantes.No fim das rotatórias a neblina não deixa ver a placa e esta não lida possivelmente é facilitadora da morte.

Aproveite para cuidar das outras vidas nesta auto-estrada.É possível para o carro no acostamento para se dar uma mijada no asfalto.Neste fim a alternativa é curta.Lido todos os dias com tabaco,depressão,obesidade e drogas.A placa do destino não oferece atalhos.Sabemos que quanto mais a gente se aproxima fica tensa a neblina.Na curva das rotatórias sempre há tempo para desvios.Lentamente nos arrastamos em direção ao fim.

Para escapar da agonia adiante pontos longos na rodovia e desacelere e depois se prolongue lentamente.Irreversível destino,adianto algum percurso para valorizar o tempo.Tempo da criação,tempo do fim do mundo,tempo de dizer:- Pegue o tempo que não te leva!No entanto a morte lhe destina caminhos de lembranças desvalorizadas e atalhos desconhecidos percorridos por sedentários.

Prolongue o seu tempo mas não pegue atalhos.Tempo de você valorizar a desaceleração.Você está na rodovia das lembranças.Longo percurso que te leva à diversos caminhos.Alguns sedentários que não tem nada a dizer.No entanto adiante o seu tempo.O fim é o destino não tem como escapar da morte.O tempo que se destina à criatura  é de uma reversível agonia ao invisível.



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