quinta-feira, 19 de maio de 2016

Doce e sublime.

doce e sublime que suprime o adeus em filme e gole de outra insustentável que acalenta sem prazo
tempo de lembranças e amarguras que (camisas mal-passadas e mal-dobradas) tornam-se saudade e indefinição
esperar mágoas e tempo marcante sem rotina e só com uma memória morna ainda e sem eubaso e sem embaso
fomos obrigados a retornar e escovar os dentes caninos numa pífia representação da conformidade sem perseguição

ainda há um prazo indefinido indeterminado
acalentos da saudade conforme a mornidade
insustentável feito a representação simbólica da memória do desmemoriado
o outro torna-se uma rotina pífia e sem mordacidade
na gola da camisa marcas e no gole sorvido (saliva)
adeus amargura retorno ao velho tempo da minha mocidade
suprimo as lembranças com mágoas e fósforos endiabrados
fomos a doce espera de um tempo macabro

ainda não me conformo em sermos tão mornos
acalentar a indefinição e dar prazo para a saudade
representação morna em conformidade com nossa memória e nossos transtornos
saudade insustentável feito um acalanto sem bondade
a representação da rotina em pífias memória e seus contornos
outro feito que se tornou insustentável
pífios e marcantes os dentes afiados da rotina miserável
outra camisa desbotada (torno a dar mais um gole) e outra garrafa
retorno marcante de um tempo dental e canibal
um gole de amargura e adeus camisa amarrotada
fomos para uma viagem no tempo e retornamos cheios de mágoas (dá para encher mil garrafas)
adeus lembranças nada suprime minhas amarguras (nem cicuta nem frescura)
por vingança me colocaram nu num formigueiro de tanajuras

encontro cabelos e pelos carimbados em devaneios subjetivos (promessas sem compaixão aos camponeses em campos de centeios)
alimento lábios e emaranho em seios e deparo com a esperança numa espera válida sem receios
salmouras e salgados lençóis refrescantes com delirantes naturistas nus em quase leveza e só
cor do delírio num lado fúnebre pelo esquecimento do tórrido acontecimento (aquecimento global) cricrió
promessa inválida só pela descrença
espera compaixão,leveza,esquecimento e aborrecimento
subjetiva esperança quase como um apelo e uma bem-querença
o nu deparava com devaneios e acontecimentos
fúnebre e delirante algo carimbava seus seios
do lado salgado emaranhava (enrolava) fios de cabelo (em cima e embaixo)
encontrava em seus lábios um delírio salmourão (saborosos recheios)
encontrava alimentos de cores marítimas (atum e salmão)

pela leveza e não só pelo esquecimento (aparvamento)
espera a promessa e a válida compaixão
pela leveza é quase como que um esquecimento (apavoramento)
subjetiva espera de compaixão e esperança
quase um acontecimento pela sem-vergonhice de sua nudez (partes íntimas em abundância)
deparava-se com a subjetividade da esperança e seus devaneios
acontecimento delirante o funeral de sua nudez (o enterro de sua arrogância)
meus devaneios diante de seus seios róseos e mamilos (bicos) negros
fúnebres lençóis ao lado do delírio
me deparava com cabelos (pelos) e um emaranhado de carimbos marinhos
ao lado do salgado lençóis (temperatura de mil sóis) e delírios
encontrava emaranhados em seus lábios:cabelos
a cor do sal é um delírio salmourão
a salmoura dos lábios que se alimentam de cor

esperança,lágrimas e vinho,tempo de janelas futuras e ideias incertas
ainda usa aquele batom da despedida ainda convida e acalma sempre que respira
tem dizeres sujos no resto da noite que a paixão não vem
olá me abrace e me dê um gole na boca e veja meu retrato
o amor meu caro é mesmo fervente e borbulhante que até desperta o meliante

minha ideia é respirar o ar desse amor
certo de que ele venha mesmo a acontecer
no futuro sempre haverá de ter uma paixão efervescente (fervente e quente)
da sua janela te convido para retratar a noite e seu esplendor
com o tempo ainda resta o que ver
vinho e batom sujam a sua gola
lágrimas de despedida tem em certos abraços (e em certas degolas)

desse mesmice me vem um inesperado amor
certo me despir sempre de uma velha ideia
a mesma paixão que vem fervente e que ainda não evaporou
sempre haverá um futuro com uma certa calmaria e azaleias
noite de efervescência em que se retrata a paixão
uma janela calma e um convite para o futuro ( nós dois juntos)
um resto de retrato que ainda vejo à noite (coisas do passado)
ainda na janela o tempo me convida (venha viver a vida)
me vejo sujo com marcas de batom na gola (prepara a guilhotina,olha a degola)
ainda no canto dos lábios o gosto do vinho e do batom de frutas

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