Noite e corpo sangrando-me,criando medo e pânico,medo do mal e de tantos caminhos em que me perco.
Caminho não inferno e nem criancices.Ver é tão único e eu vou passear até o fim.Se não me desfragmentar virarei esterco.
Escuridão
solitária e cor fria me chamam pois a distância dos solitários acabou
em noites sem lona e longe das brincadeiras e dos sinos
sentimentais,meio solitários apenas para meus ouvidos e de quem sonha
não os meus sonhos medonhos.
Andando
e sentindo o meu morango pela boca e pelo berço nada está nem ninguém
nem as noites andadas de ouvidos colados.Sem caminho sem direção a
caminhada é em vão.
Nesta
escuridão minhas sombrias intenções nomeadas de tudo que é elemento
solitário e só em si o som da catedral vazia sem multidão sem fiéis sem
ninguém aonde passo e conto cem passos tenho pesadelos sozinho.
Caminhar para chamar brincando quem anda com ninguém e leva o meu som sozinho.
Passeio
pelo caminho dos solitários e longe dos meus sonhos estou sou a
escuridão dos solitários não sou seus pesadelos arbitrários.
Tão findos os sonhos acabaram nada de elementais e nem passos.
Mal sai o solitário do berço caminha sem rumo à esmo.
Bocas e salivas tudo isso por um morango.
Distante não ouço sentimentos aonde nada mais faz sentido.
Pois é,é medo de andar de dar um único passo em sua direção.
Veja a criação solitária não tem nem sombra se não tem nem ninguém.
Me vejo solitário em meio a essa multidão.Tantos carros,tantas casas,tantos gatos,tantos cães...
Corpo tão escurecido sem sentimento,nublado,vazio.
Sinos nesta catedral.Uma noite de brincadeira em que se ouve os sons.Crianças ao longe.
Entorno de si as andanças.Entorno dela as lembranças.
Acabou
solitário e no inferno o poeta diabólico,não distanciou-se das noites e
dos elementos.Pois continuou caminhando sem ninguém.
Tudo que procura está neste caminho.A cor do mal,sombras pelo berço.

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