sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ond’estou?

Ond’estou? 

Estou onde eu possa me ver?Vejo caído aquele que vai sem ter para onde ir.Meu eu já não aguenta mais,é cada uma.Céu azul onde há nuvens brancas,onde o lugar escuta o choramingo e o pedido de um ser menor,insignificante.Ao som do menor pedido eu escuto o choro ao longe.Deixo o pássaro onde tudo ri e ninguém socorre do ridículo.O pássaro passa pela janela,livre.Abaixo,algum chuvisco distante é choro que se ouve dos olhos do mundo quando chora.

Em cada janela menor,olhos curiosos.Eu não aguento torno a ver o pedido.Quando vem o socorro eu não aguento,choro.Ninguém vai ouvir você chorar.Ninguém.Rir ou chorar eu continuo indo longe.Distante de tudo onde eu não vá cair.Onde eu possa ver algum pássaro azul.Onde eu possa sentir chuvisco vindos do céu.



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